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“É díficil renunciar a um talento,

mesmo que seja o talento de jogar a própria vida pelos ares”

 

Essa é uma das frases anotadas, e de que gostei, do mais recente livro lido - na primeira semana desse mês. “A gente se acostuma com o fim do mundo” é a segunda obra do francês (tá, de novo… eu e esses franceses!!!), Martin Page, que escreveu também “Como me tornei estúpido”, que ganhou adaptação para o  teatro no Brasil, em 2007. Aos 33 anos, é um dos autores da nova geração francesa que faz sucesso pelo mundo e tem sido traduzido em diversos países. Usa uma linguagem bastante visual, ironia bem dosada e um pouco de humor.

Particularmente, não achei o livro nenhuma obra-prima. Num primeiro momento até pintou uma pequena sensação de decepção. E, não gosto de me decepcionar com autores franceses. Como amei Muriel Barbery, também francesa, em A Elegância do Ouriço, acho que fui um pouco “otimista” demais com o seu conterrâneo. O fato é que embora ele dê todo este “tempero” (humor, ironia…), do qual gosto, faltou um pouco mais de “dificuldade” na escrita. Ou seja, para mim, o livro foi muito fácil de ser lido. Não me fez “quebrar a cabeça”. Nem precisei tomar um “anestésico”…rs..Então, o problema pode ser eu, e não ele. Acho que é por isso que me satisfaço com os “clássicos”.

 

Elias é um poderoso produtor do principal estúdio de cinema francês (poderia ser Hollywood) que sonha em suceder o chefão à beira da aposentadoria. Seu mundo desmorona quando é sacado do filme mais importante da companhia, substituído pelo rival. A decadência do personagem é mostrada num estilo de sátira mais próximo do drama que da comédia. Pequenas alterações do cotidiano, como o chefão que o deixa esperando na ante-sala, o assistente do rival que entra na sua sala sem bater, indicam a proximidade do naufrágio. Mas é justamente quando perde poder que Elias percebe a falsidade de seu mundinho e passa a rever seus valores. (Fonte: Isto É Gente)

Elias vive num mundo de imagens. Ao mesmo tempo, sua função é a de produtor, uma função que o permite não viver de forma real. Ele toma conta de sua namorada alcoólatra Clarisse, e assim, sua existência só se dá em função dos outros. Ele é uma espécie de fantasma, que trabalha em filmes que não são seus, em vidas que não são a sua. A partir do momento em que nos dirigimos a alguém, fazemos uma representação, somos um pouco atores. Nesse sentido, Elias também é um ator. Ele passa essa imagem de alguém responsável, seguro de si. Esse personagem é particular demais para mostrar se vivemos todos num mundo de imagens. (Fonte: Época)

 

Enfim, passado o primeiro estágio de decepção, a temática “contemporânea” do livro me fez pensar (finalmente!). Fiquei refletindo sobre (1) o processo de decadência, que às vezes entramos, e como nos comportamos a ele, (2) como somos feitos de “imagens” e finalmente (3) como nos acostumamos, como diz o título do livro, com o fim do mundo…

 

 

Questões bem atuais. A primeira fala exatamente da nossa quase “obrigação” de ser um ser bem-sucedido - profissionalmente, amorosamente, socialmente. Não há mais espaço para os “malditos”, os “boêmios”, os “inadequados”. Quem foge ao “modelo” pré-estabelecido de sucesso, está fora da roda dos afortunados. E, são raros os casos que quebram essa “lógica”. E, no livro ele diz na página 134: “Toda a tragédia da vida diz respeito a uma inadequação”. E é mesmo. Veja… se você não se “encaixa” em algum padrão, imediatamente, está à margem… Díficil viver assim. Me lembrei dos meus “tempos de sucesso”, em que tinha uma mesa grande, numa editora “bacana”, e vivia num inferno. Tá certo, como freelancer, o “diabo” só mudou de figura - por que ainda não posso me dar ao luxo de fazer o que gosto (escrever literatura e não jornalismo), porém, uma primeira ruptura teve que ser feita. E foi díficil. E, continua sendo. Essa “inadequação” atual é bem perceptivel. Engraçado como você vira o “sobrenome” da empresa. Você não é o Fulano de Tal. Você é o Fulano, da empresa tal. Sem isso, tá fora. O sucesso é medido exatamente por aí. Ainda que você ganhe mais dinheiro que no passado.

Esse processo de “decadência” (voluntário ou não), no qual o personagem viveu, e que de certo modo passei e passo há dois anos, mostra como somos frágeis sem esse “guarda-chuva” institucional. Sem a empresa, na época, perdi muito da referência de quem eu era. E, ainda que tenha saído por vontade própria, ou seja, pedi demissão depois de muitos anos, mesmo assim, e principalmente por isso, ficou mais evidente essa “fragilidade”, quando acordei no outro dia sem saber o que fazer. E, essa “sensação” permaneceu por muito tempo.

A segunda questão é a “imagem que criamos” a nosso respeito. Se nada tivesse “abalado” o meu “mundinho” (e nesse caso foi uma separação conjugal que levou a ruptura também do trabalho), talvez continuasse “satisfeita” naquele faz de conta. Traduzindo: mesmo sabendo que aquilo não me fazia feliz como pessoa (ainda que tivesse sucesso profissional), a imagem de “felicidade” que havia se criado em torno era tão forte que enganava a todo mundo, inclusive, a mim. Nós acreditamos em nossas próprias mentiras. Ou, como Martin Page disse no livro é tal da fidelidade perante a infelicidade. ”Justamente o mais infeliz é quem sorri para tranquilizar os outros”.

E a terceira questão, título do livro, é finalmente como “A gente se acostuma com o fim do mundo”. Pode parecer uma idéia maluca, mas não é. Se está aí uma verdade, pela qual valeu a leitura do livro, foi refletir sobre isso. A gente se acostuma MESMO com o fim do mundo. E “o fim do mundo” muda de pessoa para pessoa. O fim do mundo para alguém pode ser sua “infidelidade”, sua “pobreza”, sua “ignorância”, seu “sucesso”. Enquanto que para outro pode não ser nada disso.

Particularmente, me acostumei com muitas coisas que representam o “fim do mundo”. Rompi com outras (como o emprego formal - e isso não significa que não volte a ele), e outras me foram impossíveis fazer essa separação. Ele diz no livro: “Há coisas das quais não podemos tirar férias”. É verdade. É dificil a gente tirar férias da gente mesmo, em certos casos. Mudar é sempre muito díficil, enquanto “nos acostumar” é um caminho confortável.

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Eu me acostumei a morar num apartamento de 55 metros e estou me acostumando (por questões de segurança) a não desejar mais uma “casinha de vila”, com primavera na janela.

Eu me acostumei a trabalhar feito louca, achando que isso é o “normal” e vai me garantir algum tipo de “felicidade”. Me acostumei com “terninhos” cinzas e sapatos apertados.

Eu me acostumei a viver atrasada com tudo, a tomar café de pé, a almoçar na frente do notebook, a não pisar mais no chão descalça e não tomar mais chuva…

Eu me acostumei a viver sozinha, a falar com as plantas e ter um “telefone secreto” só para poder desligar os outros dois “públicos”.

Eu me acostumei a ter uma “risada falsa” no trabalho, a discurso decorado, cara de paisagem…e a me transportar por pensamentos, só para suportar algumas pessoas…

Eu me acostumei a muitas coisas!!!!

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A gente se acostuma mesmo com o fim do mundo…

E você? Se acostumou a quê?

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beijos, bom domingo! :)

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que faz parte do meu “kit sobrevivência”)

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Snow Patrol - Open Your Eyes

 

Get up, get out, get away from these liars
´Cause they don’t get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we’ll walk from this dark room for the last time

Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine

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Festa chata. Eu não sei porque me arrisco a ir em uma dessas comemorações no qual não conheço ninguém. Talvez seja porque não tenho amigos o suficiente para encher uma mão e, assim, tenho que fazer essas coisas absurdas para agradar os que restam… comemorar o nascimento de alguém que eu nem conheço…

Tá certo, não restariam muitas opções hoje… Talvez o Sr. Proust, que tem dormido comigo há uma  semana… mas, ele anda meio adoentado… Marcel, Marcel… 

Bom… pelo menos a música e o vinho estão ótimos. Cadê minha amiga? Sumiu? Me deixou aqui? Sozinha? Sabia que isso ia acontecer…

…Ah, não… lá vem a dona da festa…

- Oi.

- Oi, você é amiga da Liana, certo?

- Sim… e você é a dona do apartamento, certo?

- Mais ou menos… na verdade, o dono é o aniversariante…

- Estão casados há muito tempo?

- Cinco anos… mas, só moramos juntos…

- Hummm, interessante… está suportando bem…

- Sim…!!!! não diria que “suportar” é a palavra exata neste caso… mas, serve…. sente-se com a gente lá no sofá… tem um grupo reunido. A Liana se foi… com o “fulano”.

- Merda. Estou sem carro. 

- Depois chamamos um táxi, ok?

- ok…

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vinhopapo-furado…vinho…literatura…vinho…jazz…vinho…viagens…vinho…piada-sem-graça…vinho…trabalho…vinho…dossie-dilma…vinho…charles-de-gaulle…vinho…paris…vinho…jornalismo…vinho…atrapalhadas…vinho…transporte-público…vinho…chocolate…vinho…blog…vinho…projetos…vinho…música-ruim…vinho…reclamação…vinho…música-boa…vinho…adeus…vinho….todo-mundo-ficou-legal…vinho…me-esqueci-que-não-conheço-ninguém…vinho…nossa-foi-todo-mundo-embora…

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- Fique aqui! Já é tarde! amanhã você vai…

- Imagina!!!! Vou chamar um táxi…

- Não!! Fique!!! O sofá é bom…

- O problema não é o sofá! é a folga!!!

- Não, não… mais um pouco… vamos terminar a garrafa de vinho… Em três a garrafa acaba logo… Querido, pegue uma taça lá na cozinha… obrigado…

- Isso querido… pegue uma taça limpa para mim também….

- Não fale assim que ele gosta!!!!

- Sorry… foi uma brincadeira!

- Eu sei…

- Tome “querida”.

- Obrigado “querido”… qual o seu nome mesmo querido? rs rs rs rs

- Xiii… ele não gosta do nome dele não… chame-o pelo apelido…

- Então, continuemos com o querido… se importa de chamar seu “esposo” de “querido”…

- Não, fique à vontade… moça…

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- Não disse que a garrafa acabaria rapidamente?

- Chega não é mesmo… já não sei como vou chegar até o táxi…

- Você não vai…

- Não, querida???

- Não, querido…

- Queridos… eu vou embora sim… não é de bom “tom” dormir no sofá alheio no “primeiro encontro”..rs.rs..

- E o que é de bom tom então querida?

- Certamente, estou fazendo tudo errado “querido”…

- Honey, não se preocupe… ele não gosta das moças comportadas…

- Não? Então você deve ser bem malvada hein… rs rs rs

- Você nem imagina o quanto…

- Hummm, estou ficando com medo!

- Não fique… Ele é mais malvado que eu…

- É querido? você é malvado assim?

- Só quando me deixam…

- Ela te deixa ser malvado?

- Ela pede… pede, não… Implora…

- Nossa, então temos aqui dois “malvados”… Sou a única “boazinha”???

- Não, não… quem pede nunca é malvado… só quem manda…

- Querida, você pede ou manda?

- Querido, sou como sua esposa… peço… só peço… não mando em nada…

- Então fique quietinha e obedeça…

- Yes, sr.

- Vou até a cozinha pegar mais uma garrafa de vinho… quando voltar quero as duas quietinhas aqui… sentadas neste sofá…

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vinhosente-ali…vinho…vamos-fazer-um-jogo…vinho…não-vale-soltar-a-taça…vinho…beije-minha-esposa…vinho…abra-as-pernas-dela…vinho…toque-a…vinhosinta…vinho…deite-no-tapete…vinho…mandei-não-largar-a-taça…vinho…moçinha-obediente…vinho…deixe-escorrer-entre-as-pernas-dela…vinho…beba…vinho
 
 
 
 
 
 

 

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- Golden Táxi, boa noite

- Boa noite, um carro na rua XX, agora…

- Em cinco minutos senhora, boa noite.

- Vai mesmo, “querida”…

- Vou querido…

- Deveria ficar… o sofá é bom…. para dormir… e o tapete é ótimo, para ficar acordada…

- Agradeço a cortesia, mas não é de bom tom dormir  na casa de estranhos…

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Só dormir.

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UP TO DATE

Infelizmente, o “caso” acima não ocorreu nessa sexta-feira. No momento, estou em análise por que vivo um momento de, digamos assim, monogamia. O psicanalista disse que tem cura (uffa, que alívio).. ;)

É que me lembrei do “causo”…. nesta sexta-feira… depois do vinho..rs….

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bom sábado a todos! :)

 

 

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TRILHA SONORA DO SÁBADO

(Por que eu quero…)

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Rachael Yamagata - be be your love

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“Please, sir, don’t you walk away, don’t you walk away, don’t you walk away”

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E era um dia frio de novembro. Meu dia feliz em Paris. E tudo começou com Just in Time, de Nina Simone, e um croissant no Quartier Latin. Depois de brincar com os estudantes na Rue des Ecoles. Como todos os outros dias, corri para a margem esquerda do Rio Sena. Minha inspiração. Era só mais um dia de novembro. Dia frio… Dia com Nina Simone… Dia com o Sena.

La Seine! La Seine! Como dizem os franceses… Banha Paris e vai desaguar no Oceano Atlântico nos seus 776 km… E naquela tarde de novembro, ali em sua margem, eu era só mais uma, dos 80 milhões de turistas que passam por ele todos anos. Só mais uma… Apaixonada pelas cores das árvores de Paris. Laranja! Amarela! Lilás! Quantas não são elas…

Em qual das pontes hoje? Neuf! Neuf!

E tinha vento forte e melodia do rio… a cada barco que se aventurava em suas águas… Vamos ver Notre Dame!!! Ah… Notre Dame… e o céu azul. Feito uma pintura. Quem pode imaginar que ali, naquelas paredes góticas, milhares de arquitetos e artesãos construiram história já em 1163… Não, nesse dia não tem reza dentro da catedral… O dia está bonito demais para gastar com os santos…

Lá tinha um outro santo… de 1,70, barbudo, com seu discreto e tímido boné, que alimentava as dezenas de pássaros que residem na Place du Parvis. Tome! Tome! Pegue o Pão! ele falava… Levante os braços!!!! Deixe-os comer! E, já vinham todos os pequenos de asas em minhas mãos.

E surgiu a menina dos pássaros… e das pombas de Paris. Toca e cachecol combinando num rosa gritante… Deixa! Eu! Eu! Me deixe alimentar os passáros! Ela pediu…  e a menininha de rosa alimentou os passáros de Paris…

 

Click! Click! Sorria para a foto menininha dos pássaros! E foi assim que ela veio morar numa parede do meu apartamento em São Paulo…

 

E eu… bom… eu voltei, novamente pelas margens do Sena, entre as folhas laranjas que tanto amo…. e deixei ali parte do meu coração.

 

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Saudosa…

Cansada de trabalhar 16 horas por dia…

De me alimentar de Trakinas Mais Mais…

Chata, Manhosa, Birrenta… e ainda… com muitas saudades de Paris, Nina Simone e Notre Dame…

Pardon!

Mas aproveitem a beleza da “Menina dos Pássaros”, minha foto preferida, de todas as que tenho de lá. É um presente meu para vocês… :) . Para mim, muito valioso…

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TRILHA SONORA DO DIA
(Por que conheci a menininha de rosa ouvindo Just in Time, numa praça de Paris…)

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Just In Time - Nina Simone
(Tradução Terra)

Bem a tempo

Vamos lá

Bem a tempo você me encontrou bem a tempo
Antes de você vir meu tempo estava se esgotando
Eu estava perdida os dados perdedores foram lançados
Todas as minhas pontes foram atravessadas nenhum lugar pra ir
Agora você está aqui agora sei aonde estou indo
Nenhuma dúvida a mais ou medo eu encontrei meu caminho
O seu amor veio a tempo você me encontrou bem a tempo
E mudou minhas noites vazias naquele dia afortunado
Bem a tempo
Antes de você vir meu tempo estava se esgotando oh baby
Eu estava perdida os dados perdedores foram lançados
Todas as minhas pontes foram atravessadas, nenhum lugar pra ir
Agora você está aqui agora sei aonde estou indo
Nenhuma dúvida a mais ou medo eu encontrei meu caminho
O seu amor veio a tempo você me encontrou bem a tempo
E mudou minhas noites vazias e mudou minhas noites vazias
E mudou minhas noites vazias e mudou minhas noites vazias
E mudou minhas noites vazias naquele dia afortunado

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Como contei a semana passada aqui, depois de uma ação um pouco “impulsiva” vendi o meu carro (e, não, não estou arrependida). E, no domingo, como é um dia mais calmo, resolvi estrear o transporte público novamente, depois de alguns anos sem saber o que é pegar ônibus ou metrô. Tenho que confessar que esta vida de “pequeno-burguesa”, me acostumou mal, e me deixou, vamos dizer assim com uma certa falta de equilíbrio (já conto). A vida “pequeno-burguesa” também me mostrou que morar no Brooklin, em São Paulo, não é uma boa opção para quem vai andar de ônibus. :)

O trajeto mais longo que faço (na vida pessoal) é para a casa da mamma. Visto que é necessário pegar o “transporte” intermunicipal. De carro, fácil, fácil… Santo Amaro, Nove de Julho, 23 de maio, Tiradentes, Marginal do Tietê e Dutra. Pronto. Cheguei.

De transporte público… tem toda (vamos dizer assim) uma preparação (que agora eu sei….).

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ANTES DE SAIR DE CASA É FUNDAMENTAL

(Pensamento Insistente: porque eu não pensei nisso antes, porque eu não pensei nisso antes, porque eu não pensei nisso antes?????)

  • Jeans (não, não dá para andar de saia)
  • Salto? Nem pensar… a não ser que você queira ganhar bolhas gigantescas nos seus dedinhos, que eram bonitinhos (voltamos a fase sapatilhas).
  • Cabelo? Preso… é claro…(por que ele se enrrosca facilmente na bolsa alheia.. e você fica sem parte dele no trajeto)
  • Internet é fundamental (para descobrir o nome dos ônibus, e não sair perguntando para estranhos).
  • Tempo? coloque duas vezes mais o tempo que você gasta de carro e não uma (sempre otimista!!!)
  • Presente da mamma (numa mochila). Mesmo com a sensação de ainda estar na fase “escolar”… desista das “sacolinhas” cheias de laços. Elas rasgam. Believe me.
  • Livro (importantíssimo para a boa manutenção da paciência).
  • MP3 (por que você não pode ficar ouvindo a conversa alheia).
  • Ah… dinheiro… Não, eles não aceitam débito automático pelo cartão…rs..

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Depois de esperar cerca de meia hora no ponto de ônibus, que me levaria até a estação de metrô, me rendi às facilidades do táxi. Tá bom, tá bom… desisti fácil. Mas, fiquei sabendo (por uma “companheira” que também aguardava o transporte público) que eles reduzem a frota aos domingos… Hunf! Pois bem, dei uma “carona” para a moça do ponto, com seus três filhos, no táxi.

Até ai tudo bem, se o menininho bonitinho não tivesse deixado cair o pacote de salgadinho de cebola em mim. Então, na listinha acima dos “preparativos”, não esquecer: não gaste seu perfume francês para passear se no final você vai acabar cheirando salgadinho de cebola mesmo…. Ok, Ok… crianças…. são lindas… (longe de mim….). Por isso, ainda prefiro “adotar” o G. :) Ou, continuar minha “vocação” materna-canina com minha fofinha Lhasa Apso (que sempre acorda de mal-humor, especialmente no frio… ela não quer sair da cama, e dá umas rosnadas…rs..)… Eu rosno para ela também… e ficamos felizes depois do café da manhã com muito carboidrato e geléias… 

 (puxou a mãe…rs..)

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Mas, voltando ao transporte público. Algumas constatações interessantes:

  • Tá certo que eu não posso dizer muito, depois de ficar cheirando a salgadinho de cebola, mas, no geral, as pessoas esquecem de usar desodorante…
  • Existe uma grande concentração de gente feia por metro quadrado (tá, eu sei, é preconceito… mas é verdade).
  • As pessoas se observam o tempo inteiro… e não sorriem, e não pedem licença, bom dia então, vixe… nem pensar!
  • As pessoas utilizam o ombro alheio (entenda, o meu), para dormir.
  • Não se pode dar dinheiro para todos os pedintes (sob pena de você ficar sem dinheiro para fazer o caminho de volta)
  • As “moçinhas” de hoje em dia esquecem de “cobrir” a barriga ou a roupa encolheu depois de lavar. Ainda que a barriga das “moçinhas” tenha, no mínimo, uns 100 centimetros.
  • A cena acima me fez lembrar do comercial da gelatina do “bocão”..rs.. (alguém lembra..rs)

 

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Depois do táxi, do metrô (meusssssssss deusssssssssss… quantos caixas têm o metro? fiquei uns 15 minutos na fila de um tal de bilhete fácil, depois descobri que não era a que eu deveria estar, depois da moçinha do caixa me olhar com uma cara de ET…), finalmente entrei em um ônibus para chegar até a casa da mamãe… E, neste momento, descobri que tenho problemas para me equilibrar…

Cena:

Entrei… o ônibus vazio! Feliz da Vida….!!!! Que maravilha….. Subi os primeiros degraus, ia me aproximando da catraca, quando o motorista acelera……………… e eu…… vou junto!

Pausa para a explicação (ilustrativa):

  1. Imagine a Corrida da São Silvestre…. (Imaginou?)
  2. Imagine a linha de chegada….  (imaginou?)
  3. Imagine esse atleta chegando correndo com os braços levantados… (imaginou?)
  4. Imagine também a música Carruagem de Fogo (se você não se lembra, e é imprescindível para ilustrar esse post, por favor, veja abaixo).

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Dito tudo isso…

Depois que o motorista acelerou… eu passei correndo pela catraca… nem vi o cobrador…corri todos os bancos, e só parei no último banco, grudado no vidro de trás do ônibus, com os joelhos em cima do banco… e o nariz no vidro… e os braços levantados (um, com um livro… o outro tentando salvar o presente da mamma)…

Depois que consegui me virar novamente, em direção ao cobrador (lembrem-se… não usem saias, nem saltinhos… não é uma boa idéia…), vi que tinham umas seis cabeças de outros passageiros olhando para trás… Eu me coloquei novamente no saltinho… (maldito)… e refiz o trajeto da corrida para pagar a passagem…. e o cobrador: “a senhora se desequilibrou não?”. Eu: “Não… não… estou treinando para a São Silvestre”.

Finalmente, depois de duas horas e meia cheguei para almoçar, cheirando salgadinho, com a roupa amassada, presente destruído, livro esquecido no ônibus, pés doendo, e com alguns fios a menos de cabelo. E, ainda tive que dar explicações do “sumiço” do carro…

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mas, sobrevivi…. e isso já representa um grande sucesso! ;)

 

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TRILHA SONORA

(Por que a minha próxima aventura com o transporte público só poderá ter como trilha sonora o solo dessa música….Podem vir todas as criançinhas, os babões de ônibus, os motoristas impiedosos que aceleram, as pessoas curiosas que ficam te observando… e por fim… tudo o que tiver que aguentar!!! Estouuuu prontaaaaaaaaaaaa!!!!)

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Deep Purple - Smoke On The Water

 

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Só para dar notícias…

O “sujeito”, que penetrou indevidamente nas minhas Incompletudes (blog e email), já se identificou “voluntariamente” depois de uma ligação (leia: enquadrada) minha.

Aos que acompanharam, no início do ano, tive alguns momentos “terror” com meu notebook. E, pós-retorno do querido, um “colega” de blog, me ofereceu ajuda para recuperar o layout (imagem do banner) novamente do Incompletudes no servidor wordpress (que tinha ficado na memória falida do meu notebook e essa pessoa inteligente que vos fala não sabia procurar no administrador do wordpress).

Em resumo: dei a senha do wordpress para a pessoa, que por sinal, é a mesma do hotmail do blog, e não mudei depois. Uma ligação mais “cuidadosa” e, a pessoa confirmou (por que eu disse que ia descobrir de qualquer jeito via IP), que “apagou” para me proteger porque “sabia” (hunnnnnfffff!) que eu não tinha lido os 54 emails sobre o assunto que estavam na caixa postal do hotmail (e que ele tinha feito o favor de duplicar para o email dele), e que haviam alguns ofensivos. Inclusive de “coleguinhas” que me ofenderam aqui, publicamente. E fez o mesmo com o blog, porque achou que a Cultura poderia me “acionar”.

Além da decepção, é claro, a pessoa sabe que perdeu completamente minha confiança.

E, que se não estivesse a 700 km de distância, tinha tomado um belo “tapa na orelha”.

Se existisse ”estupro” virtual…. seria assim, porque me senti hoje completamente penetrada por um estranho, ciberneticamente.

 

E não, não foi bom para mim.

Nem com cigarro…

à propósito: outro dia, dando sequência à série de perguntas dos “segredos” e dúvidas que habitam meu hotmail (que não são tão secretos assim, pelo visto), um dos leitores me fez outras várias “perguntas” esquisitas (tipo: você fuma maconha…? você tem buço? você é estrábica?). Eu ia me preparar para responder esse fim de semana, mas, dançou… apagaram e não marquei seu email. E isso vale para as outras pessoas que ainda não respondi…

sobre as perguntas “esquisitas”, as respostas são não, não fumo… nem maconha, nem nada… não sou estrábica e também não tenho buço. :)

 

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Passei só para dizer que a burrice foi minha e que nada teve a ver com a Livraria Cultura, ou com o wordpress, ou Hackers.

Em sinal da minha burrice, deixo-os livre para colocar aqui, nos comentários, qual seria o seu “Pensamento Insistente do dia”. (sejam bonzinhos comigo, please…)

como eu não preciso ser boazinha comigo, já me estapiei na frente do espelho e tive pensamentos insistentes como:

mas vai ser burra assim no inferno!!!! :P

 

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Outra coisa…

 

sobre a questão “propriamente dita” da Livraria Cultura…

Amanhã converso com o Leonardo (ou a esposa) e também com o diretor da Livraria.

Ambos foram gentis em passar os contatos e se colocarem à disposição para um papo.

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Para não alongar muita a polêmica… vou colocar as duas versões (se tiver tempo amanhã ou depois) e deixar que cada um tome suas conclusões. Hoje conversei com a esposa do Leonardo por telefone e com o diretor da empresa por email. E, pessoalmente, embora não tenha conversado mais detalhadamente sobre o “caso”, a primeira impressão é que toda a confusão pode ter sido gerada por falha de comunicação e, não por desonestidade (e, digo isso para os dois lados).

 

aguardem… vamos ver.

vou checar e depois de conversar com os dois, retorno com novidades.

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Beijos para todos, boa semana!

que a minha já começou “fervendooooooo”… :)

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PS: Como todos sabem, domingo é o meu dia de “comprar” livros..rs… e, este não foi diferente… mas, depois da confusão toda, deixa para lá…. acho que “livraria e livros” não são bons assuntos essa semana…rs..rs..rs.. conto sobre minhas aquisições depois que esta história acabar..rs..rs.rs…

 

Qual não foi a minha surpresa quando voltei aqui hoje, depois de passar o dia com a mamma, e ver que entraram no meu wordpress e apagaram o post da Livraria Cultura?

Apagaram também todos os meus emails do hotmail (incluindo os da livraria cultura e os fora à livraria cultura), do email do blog.

Como é possível isso? Alguém pode me ajudar?

Como alguém pode ter acesso ao meu administrador do wordpress e ao meu hotmail?

Já mudei as senhas (email e wordpress), mas, isso, sinceramente, é um absurdo.

Seja lá quem tenha mexido aqui, não tinha o direito de apagar especialmente os meus emails.

Indiferente a quem tenha razão, o principal é que há uma discussão, justa e democrática, tanto os defensores da livraria aqui falando, como os que tinham dúvidas. E, no mínimo, seria interessante deixar a opinião de todos.

Do meu lado, fico é chocada com a interferência.

 

Esse é um post de utilidade pública. Não, ainda não se trata das provas em relação ao caso Livraria Cultura x Funcionário. E sim das evidências e resultados do tsunami que se instalou em minha vida essa semana. Anote aí:

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Quando você preferir ficar na varanda, mesmo que o tempo congele seus dedos… suspeite… Você pode imaginar que é por conta do belíssimo pôr-do-sol que se vê. Não se engane…

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Quando todas as suas roupas, repentinamente, aparecerem em cima da sua cama… desconfie…

 

 

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Quando seus sapatos se alinharem no chão, como obedientes soldados, começe a se preocupar…

 

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Quando sua ”pirâmide alimentar” se constituir de pão sírio (por que não fica duro), salsicha, nutella, leite condensado, chocolate… e você se desesperar porque seu pacote de Trakinas Mais Mais, de morango acabou, suspeite….

 

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Mais ainda… quando você pensar em tomar água em taça de vinho porque todos os copos disponíveis e xícaras estão sujas…. hummm…. não é bom sinal….

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Quando suas bolsas ficarem em cima da impressora… porque “facilitam” suas saídas… ai ai…

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E você pular três vezes para “São Longuinho” depois de encontrar o telefone “perdido”, dois dias, repousando numa manta no sofá… vixe….

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E notar que há mais CDs espalhados pela estante que nas gavetas…

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E ter 10 horas de entrevistas gravadas para serem passadas para o computador, e depois ainda, milagrosamente elas se transformarem em letrinhas bem escritas até às 8h00 da manhã, da segunda-feira…

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E, ainda sim, você preferir ficar lendo na cama….

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Não duvide…

 

É O CAOS…

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Pensamento Insistente do dia:

DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS por que não nasci virginiana?

 

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 TRILHA SONORA DO DIA

(Por que eu sou essa confusão… de discos, livros, roupas… e estou em todas elas)

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EU VOU ESTAR - CAPITAL INICIAL E ZÉLIA DUNCAN

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beijos!! :)

bom domingo…

 

 

 

 

Você me ama o bastante para que eu possa ser fraco com você? Todos amam a força, mas você me ama pela minha fraqueza? Esse é o verdadeiro teste. Você me ama despido de tudo que pode ser perdido, apenas pelas coisas que eu terei para sempre?

Ainda do livro: Ensaios de Amor, de Alain de Botton.

 

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para pensar… porque às vezes, e quantas não são elas, amamos só a força e a fantasia do outro. 

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que é a trilha sonora de um dos meus filmes preferidos, que tem uma frase genial e tem a ver com o post de hoje…)

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“EU AMO TUDO O QUE DÓI EM VOCÊ”

Do filme Closer

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Então, vim aqui contar uma coisa vexatória porque os comentários que vocês deixaram ontem me fizeram ter o seguinte pensamento: “uia, quem é essa santa que eles estão falando??”. Vocês são muito generosos. Reconheço meu ato (impulsivo) como prova de carinho por alguém, mas, é só. Não exagerem… rs rs rs (que eu não mereço! Believe me!).

Mas, para que eu não seja “promovida” e corra o risco de ir para o céu (nem pensar né Bob??), melhor contar minha última maldade. Não foi assim uma maldadadeeeeeee daquelas, mas, para vocês entenderem que a “santa” aqui não é tudo isso…

Então, ontem depois de passar a tarde na concessionária, como disse no post anterior, tinha que finalizar o projeto que já está mais do que atrasado. Ok, ok… trabalhar outra madrugada ninguém merece, mas seria para uma boa “causa” (pagar o aluguel). E o que aconteceu??? EU DORMI.

Jantar e “descansar” 15 minutos não foram boas idéias não… Os 15 minutos viraram 12 horas. É isso mesmo que você leu. Eu cheguei aqui por volta das 18, escrevi o post, tomei banho, fiz uma comidinha, jantei, deitei e dormi por DOZE horas. Está certo que eu não dormia há duas noite, nada, mas dormir doze horas para mim é novidade. Boa. Mas, não exatamente no dia em que eu tinha um projeto (atrasado) para entregar.

Então hoje, acordei às 8h03 da manhã, com o telefone tocando, no sofá, o corpo dolorido, de sapato… sol entrando pela persiana… e…. o primeiro pensamento:

 

“deus-do-céu-virgem-santíssima-das-pessoas-que-dormem-demais”.

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Entre entender que eu não podia ter dormido, que o telefone estava tocando, que tinha ficado rouca porque dormi no sofá em noite fria de São Paulo com a varanda aberta e sem cobertor ou edredon… me lembrei do projeto… (dormir é uma forma sútil de dizer que fui abduzida por ETs durante esse período, que fizeram experiências com o meu corpo, e implantaram chips e outras coisas no meu cérebro… só pode...).

 

Atendi o telefone. Era o “dono” do projeto. Entenda: aquele que me paga.

 

 

Pensamento Insistente: MEU DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSS, EU NÃO PENSEI NA FANTÁSTICA DESCULPA… O QUE FAZER, O QUE FAZER, O QUE FAZER?

 

Ai vem a maldade (leia: mentira)

 

- Por favor, a K.?

Pensamento Insistente: ai-minha-virgem-protetora-das-pessoas-sem-idéia-me-ajudeeeeee!!!!!!

- Quem gostaria? (fazendo uma voz diferente…………rs….rs..rs…)

Pensamento Insistente: São Bundinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, me ajudeeeeeeeeeeeeeeeee!

- É o “fulano de tal”.

Pensamento Insistente: Cadê a idéia São Bundinhaaaaaaa???? eu juro, juro, juro que esfrego seu fiofó cem vezes…. idéiaaaaaaaaaaaaaaaaaa

- “Dona K.” não está não…

Pensamento Insistente: voz diferente, voz diferente, voz diferente!!!!

- Não?

Pensamento Insistente: quem mandou dormir, quem mandou dormir, quem mandou dormir….

- Não, saiu bem cedo… foi levar a mãe no hospital

Pensamento Insistente: essa é velha, maldito São Bundinha que não me deu idéia boa….

- Nossa, o que houve?

Pensamento Insistente: meu deus do céuuuuuuuuuuuu… o que mamãe tem???????????

- DENGUE.

Pensamento Insistente: cale a boca, cale a boca… cale a boca…

- Nossa, dengue??!

- Sim, veja o senhor… os mosquitos cariocas chegaram em São Paulo…

- Bom, peça para ela ligar para o “fulano de tal”…. e se precisar estou à disposição.

- Sim senhor.

- Obrigado. Com quem eu falei?

- Flora, a empregada.

- Obrigado Flora.

- De nada.

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Bom, eu nem preciso dizer que não houve nada mais ridículo do que eu mudando minha voz, que já estava rouca, fingindo ser a empregada…que eu não tenho….rs..rs..rs..

Viram que demonstração de maturidade! bom comportamento! coragem! inteligência! competência! rs rs rs

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Não, eu não vou pro céu Bob, fique tranquilo…rs…

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Pssssssssss: beijos a todos que me deixaram as palavras gentis ontem. Gil e RM e os outros que me enviaram email beijosssss… respondo amanhã, assim que eu terminar esse “parto” desse projeto… Beijo Mara, amada, por oferecer o “BatMara”… Bruno!!! Mon Mari!!! beijo! saudade! beijos aos novos que me visitaram também! beijo… estou bem!!!! :)

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que eu tive realmente uma empregada chamada Flora, que cantava todo o dia essa música para me acordar……. Saudades da Flora!!!!)

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CHICO BUARQUE - COTIDIANO

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Vou falar ainda de amor. Não do amor romântico. Não do amor do livro comentado abaixo. Mas do amor da vida real. O amor que vem da amizade.

Uma vez me perguntaram como é que eu sabia se o que sentia por uma pessoa era amizade mesmo. Afinal, muitas amizades são feitas com base em interesse. Interesse bom, digo. Não ruim. Interesses comuns. Por que tenho um blog e outra pessoa também. Por que gostamos do mesmo tipo de música. Por que temos coisas em comum para fazer juntas. Por que trabalhamos no mesmo local. Por que gostamos de fofocar ou ver novela. Cada um tem um “por que” para ser amigo do outro. Toda amizade é baseada nesses interesses. Se não há interesse em comum dificilmente a amizade sobrevive e acabamos por nos afastar da pessoa. É aquele afastamento natural… de ir perdendo o contato.

Então, nesse caso, afinal era amizade mesmo ou só “coleguismo”?

Hoje, depois de viver 29 anos, entendi o que é realmente ser amiga de outra pessoa. Como identificar esse sentimento que parece tão subjetivo dentro da gente.  Uma pessoa muito, muito querida está passando por uma fase díficil. Financeiramente, especialmente, já que está há alguns meses sem trabalhar. E isso tem prejudicado inclusive sua saúde. Pois bem, por outro lado, eu, que passei as últimas duas madrugadas acordada trabalhando, por que TINHA que entregar um projeto hoje, recebi uma ligação dessa pessoa para almoçarmos juntas.

Pela voz, entendi que algo estava muito errado. Fiquei preocupada e, fui. Mesmo com todas as tarefas. Já sabia que essa pessoa estava passando por essa fase, e por outro lado essa pessoa também sabe que eu não tenho como ajudar financeiramente, afinal, eu mesmo estou me equilibrando como posso depois do super calote que tomei o mês passado, no qual quase tive que vender meu carro. Mas, ela não queria pedir nada, só desabafar… E, desabafou. Escutei atentamente, segurei a mão, apoiei.

Depois de tranquilizar essa pessoa amiga, tentar ajudar com palavras (como se isso realmente ajudasse a resolver os problemas dela), entrei no meu carro e voltei. Fui correndo terminar o que estava pendente para entregar o projeto hoje… mas, minha mente não deixava. Não conseguia parar de pensar no sofrimento dessa pessoa. E, comecei a me achar uma fracote, uma incompetente por que não podia fazer nada.

Tomei um café, tomei água, comi bolachas Tostines de morango (guardada no meu armário para casos de ansiedade…), e todas as balas de chocolate que estavam na minha bolsa. Sentei no sofá e pensei durante cinco minutos no que eu poderia fazer, e como poderia fazer. Empréstimo no banco? Não dava, já tinha feito para cobrir o calote maldito em abril. Pedir ajuda aos meus pais? Não é justo. Eles nem conhecem essa pessoa querida. Enfim, não tinha jeito mesmo de aliviar a dor dessa pessoa.

Essa sensação de impotência é um horror. Você ter uma pessoa que gosta na sua frente, pessoa essa que já te ajudou no passado, passando por uma situação muito díficil e não poder fazer nada.

Em um segundo passou pela minha mente: puxa, que triste, pena que não posso mesmo ajudar. Se pudesse certamente ajudaria…

Sabe aquela situação cômoda da gente tentar tampar os olhos e fingir que a situação não existe… ? Quase caí nessa. Não consegui. Simplesmente por que não consiga parar de pensar na pessoa, e pensar no quanto a dor dela, doía também em mim. De perceber que essa pessoa pode ter que sair da própria casa por não conseguir pagar o aluguel… Nossa casa é nosso porto seguro. É nossa dignidade. Não dá.

Foi aí que eu entendi quando sabemos se o que sentimos é realmente amizade.

Quando não aguentamos ver essa pessoa sofrer. 

 

Eu não aguentei. Não consegui fingir que a situação não era comigo, e que por mais que eu realmente não pudesse ajudar, eu também tinha que lutar por essa pessoa, e não deixá-la cair mais. Ás vezes, você pode ser a última opção de uma pessoa. Quem nunca passou por uma situação assim? de desespero? Eu certamente já, e nunca me esqueço das pessoas que me ajudaram. A gratidão que tenho por essas pessoas, inclusive por essa em especial que me ajudou muito no passado, não me deixava fingir que não era comigo. Gratidão e amizade. Cinco minutos depois levantei, peguei o carro e saí.

Vendi o carro.

 

Entrei na concessionária: “Moço, o senhor gosta do meu carro?”

O vendedor: “Sim… ele é novinho…”… Eu: “Ótimo, o senhor quer comprar???”

O vendedor: “A senhora quer vender quando?”…. Eu: “Agora”.

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E, pronto.. sem dor…

passei a tarde vendendo o carro…rs..rs…rs…

meu projeto foi para as cucuias… vou ter que passar a madrugada novamente acordada e arrumar uma boa desculpa para minha irresponsabilidade de não ter fechado hoje, como eu tinha prometido…

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Engraçado essas coisas. Não vendi o carro por minha causa, quando precisei por conta do calote, por que não doeu tanto como ver uma pessoa amiga sofrer.

 

Estou feliz. Por que vou poder ajudar essa pessoa. De verdade. Nenhum pouco arrependida. Nenhum pouco triste por ter de me desfazer do carro. E, honestamente, satisfeita com minha reação. Ficaria muito decepcionada comigo mesma se ficasse imobilizada com a dor de alguém que amo. Se algo acontecesse com essa pessoa e eu tendo uma última alternativa (díficil) de ajudar.

Sai da concessionária (ainda dirigindo por que só entrego a carro amanhã..rs..), e liguei para a pessoa, e contei o que tinha feito, e disse que era irreversível, não adiantava ela tentar me convencer para não fazer porque já estava feito. E, que o dinheiro ia direto para a conta dela… Na hora, tomei uma bronca, a pessoa chorou, ficou mal, envergonhada. Mas, no fundo, eu sei que isso vai significar um super alívio (ainda que temporário).

E o meu ”cabeção” ficou mais leve e coração voltou a ficar serelepe de novo… por que a consciência estava pesando e o coração estava doendo.

Dia díficil!!!

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Depois de tudo resolvido, fui comemorar sozinha na doceria comendo torta mousse de chocolate.. (agora que vou andar a pé e não vou ser mais sedentária posso comer mais tortas mousses de chocolate!!! rs rs rs)

 

só não sei como vou visitar minha mãe em outra cidade!!! rs …. de ônibus é que não é!!!! (longeeee)

 

enfim… esqueci desse detalhe! rs

 

alguém aí me dá uma carona???? :)

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Post da série: Não repitam isso em casa!!!!

Post da série 2: Ser pobre é uma merda… (com o perdão da palavra…)

 

TRILHA SONORA DO DIA

(Por que foi essa pessoa que me apresentou a Erik Satie, um dos meus preferidos)

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Erik Satie - Gymnopédie No.1

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Enrolei, enrolei e enrolei, mas agora vai. Parei o trabalho (sim, estou trabalhando neste sábado gelado de São Paulo), só para iniciar esse assunto. O fato, primeiro, é que o livro “Ensaios de Amor”, de Alain de Botton, um dos escritores que comecei a ler em 2008, com o livro “O Movimento Romântico”, me surpreendeu. Pela história? Não, ela é bem “simples”, comum até. Pela narrativa? Não, está longe de ter grandes diálogos. Se tivesse que defini-los em uma palavra (o livro e o autor), eu diria audácia.

Audácia por que o escritor explica de forma límpida todo o processo que envolve o amor, do começo ao fim. Ah, não dá para explicar o amor???? Você que pensa. Dá sim. E é quase uma explicação matemática… equação, aliás, bem parecida com que ocorre em todos nós. O fato dele falar tão claramente as coisas que “desconfiamos” a respeito desse sentimento (embora não acreditamos nelas por livre e espontânea vontade), e ainda sim não tirar a magia que envolve esse “sentir” é que me deixou positivamente surpresa. E perplexa.

Seria ótimo acreditar em “almas gêmeas”, “amores eternos” e “príncipes encantados”. Mas, não é assim. O amor também tem um ciclo. E passa por etapas bem parecidas, por mais diferente que seja a “nossa história de amor”. Acho, honestamente, que é uma ótima leitura para todo mundo. Dos que acreditam em contos de fadas aos que não acreditam em nada. Alain de Botton mostra, com sutileza, numa leitura descontraída, com humor e um pouco de ironia, todos os aspectos de uma história de amor. Vai do fatalismo romântico, passa pela idealização, sedução, autenticidade, intimidade, terrorismo romântico, psicofatalismo às verdadeiras “lições de amor”.

 

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 Alain de Botton, (nascido em 1969 em Zurique, Suíça) é um escritor e produtor residente em Londres, famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana. O escritor é uma celebridade. Não apenas no circuito intelectual, mas como um fenômeno popular. Simplesmente porque Alain de Botton, em seus livros, costuma sempre apresentar respostas para quase todos os problemas que afligem os corações humanos, como amor e falta de dinheiro. Alain ficou famoso ao trazer a reflexão de filósofos, artistas e pensadores antigos para os problemas cotidianos.

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Todo o livro é muito interessante para se discutir. Nesse post, vou tocar num dos primeiros temas que o autor aborda, mas sem falar das conclusões dele (para poupar quem quiser ler o livro). Se quiserem podemos continuar o assunto, então, por favor, sejam gentis e digam se querem prosseguir com o tema, ou se já basta…  ;) (e, sejam honestos, please…)

 

 

I D E A L I Z A Ç Ã O

 

Nós nos apaixonamos esperando não encontrar no outro o que sabemos estar em nós mesmos - toda a covardia, fraqueza, preguiça, desonestidade, comprometimento e estupidez bruta. Jogamos um laço do amor sobre o escolhido, e decidimos que tudo o que cair dentro de algum modo estará livre de nossos defeitos e, portanto, digno de ser amado. Localizamos no outro uma perfeição que nos ilude dentro de nós mesmos, e por meio da união com o amado esperamos de alguma forma manter (contra evidências de todo o autoconhecimento) uma fé precária na espécie, página 20.

 

Se por meio do “fatalismo romântico”, ou seja, aquela tendência que temos de entender as coisas como parte de um destino, evitamos o pensamento impensável de que a necessidade de amar é sempre anterior ao nosso amor por qualquer pessoa em particular, o que vem depois e o que dá mais medo é a extensão até onde um pode idealizar o outro, quando “tolerar a si mesmo já causa tantos problemas”.

É daí, para o autor, que vem toda a agonia pois as pessoas simplesmente não têm certeza suficiente de si mesmas ou do que querem da vida ou de qualquer coisa. E, no fundo, ajudamos a definir nossas posições com referência a outros. Essa ambiguidade promete a salvação ou danação. E, quanto mais esperamos, mais a pessoa pela qual esperávamos se torna exaltada, miraculosa, perfeita e digna de ser esperada.

Mas, será essa pessoa tão perfeita assim? “Por que os outros deveriam pensar melhor deles do que eles pensam de si próprios? Tem aquela velha piada feita por Marx que ria de não se dignar a pertencer a um clube que aceitasse alguém como ele de sócio”

Se a paixão acontece de forma tão rápida, é talvez porque o desejo de amar precedeu o amado - a necessidade inventou sua solução. Para ele, só podemos nos apaixonar sem conhecer direito por quem nos apaixonamos. “O movimento inicial está necessariamente fundamento da ignorância”.

 

Em resumo:

O próprio atraso “deste amor” ajuda a aumentar o desejo pelo “amado”?

E, não amaríamos se não houvesse carência dentro de nós, mas por paradoxo, somos ofendidos por uma carência semelhante no outro?

 

Será? :)

 

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Eu não nasci no interiorrrrrrrrrrrrrr, mas, tenho “calcanhar vermelho”, do povo que vem lá do Paraná, “culpa” do pai paranaense, e de toda a família paterna. E todo mundo sabe como é esse “povo” do interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr… não é mesmo? cheio de crendices!!!! Uma delas, do povo que mora em sítio, é que comer formiga faz bem…

é, você não leu errado não… comer formiguinha faz bem pros “zóios”…rs… (segundo meus primos…rs)

mas, como sou bem ”urbana” nunca levei muito em consideração essas crendices… até que…

Como moro sozinha há dois anos e não tenho uma “Dona Maria” (leia: “empregada”), logo, sou eu que lavo a louça e arrumo minha própria bagunça. Como bebo MUITA, MUITA, MAS MUITA ÁGUA, durante todo o dia, sempre deixo ao lado da garrafa mineral um copo.

O fato é que, a soma do copo + batom + possíveis docinhos = a formigas!

Formigas que adoram “lamber” meu batom.

Eca, nojento né??? Não, isso não é nojento… mas, começará a ficar a partir de agora. Então, se você tem estômago fracote, não continue a leitura… ;)

(hummmm! como estou boazinha…). ;)

 

 

Vamos fazer uma conta:

1 formiguinha/dia x 2 anos = 730 formiguinhas.

 

Sim, meus caros… a soma do copo + batom + possíveis docinhos + sede + distração da dona K. + pelo menos uma formiguinha afogada no copo por dia dá um total de que eu engoli nestes dois anos uma média de 730 formiguinhas! (tá orgulhoso das minhas estatísticas RM???) :)

Ok, Ok, esse número pode ser bem maior… se considerarmos que elas “andam” juntas.. e dificilmente seria uma formiguinha só por dia…

 

Eu juro que não queria ser uma serial killer de formiguinhas, mas sempre me esqueço que elas adoram os meus copos - por causa do batom - e as malditas sempre se afogam - e quando me lembro, já tomei a água…. eca! rs rs rs

Quê? Se Dói? A mim não! Pergunte para as formigas! com certeza a resposta delas será diferente…

 

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Crendice do interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrrr ou não…

 

- Nossa K.! você nunca fica doente!!!!… eu sempre estou gripada! (Pensamento Insistente: hummmm, devem ser as formiguinhas….)

- Nossa K.! seu cabelo está com tanto brilho…. (Pensamento Insistente: hummmmm, benditas formiguinhas!)

- Quanta disposição K.! (Pensamento Insistente: tônico de formiguinhas!!!) 

 

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Então, hoje de manhã…  (o porteiro do prédio liga).

 

- Oi Dona K., bom dia! tudo bem? queria te avisar que vamos passar no seu apartamento hoje para fazer a detetização…

- Quê? Detetização? Quem pediu? Eu não pedi! Ahhh, nem vem que não tenho dinheiro esse mês… E meu apartamento tá bem limpinho viu! não tem bicho aqui não!!!

- Não, não… não será aquela à parte. Está dentro da taxa de condomínio… E eu sei que a senhora arruma o apartamento!! Mas, o veneno só mata formigas…

- Hã? Só formigas?

- Sim, essas danadinhas não tem jeito de escapar… Ela e outros insetos menores…

- Ahhhhh!!! Nem pensar!!! O senhor é um insensível matador de formiguinhas!

- Mas, dona K.! São só formigas…

- Só formigas??? Coitadinhas!!! Seu assassino de formiguinhas! Adeus! E, não me ligue…

- Mas, mas, mas….dona K.????

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Sem detetização por aqui!

que deixem minhas formiguinhas em paz.

Nada de veneno… só podem morrer afogadas! rs rs rs no meu estômago…

té parece que vou deixar meu elixir secreto morrer! (rs rs rs rs rs rs)

 

como dizem meus prrrrrrrrimossssssssss: “o que não mata, engorda!!!”… :)

 

beijossssss

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Manuel Bandeira, que amo tanto amar, escreveu - certa vez - que ia embora para Pasárgada, na imaginação dele, um lugar de sonhos. Segundo as próprias palavras do poeta, “Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação de sua obra.

 

Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema [...].

Pois, na minha imaginação maluca, para variar, os sonhos são sempre uma válvula de escape… Especialmente em momentos de estresse, como os dessa semana. Essa noite sonhei que recitava o poema de Manuel Bandeira, mas modificado… “Vou-me embora para…. Alsácia!!”… E não Pasárgada…!!! E Manuel Bandeira se queixava da “alteração”… que lugar bom era Pasárgada e não Alsácia!!!!! rs rs rs

  

É a segunda vez que sonho com Manuel Bandeira este ano!!! eu hein!!! que medo de mim!!!

 

 

Mas, o engraçado do sonho - além do próprio fato de ser exótico - é que não escolhi Paris como meu paraíso (pelo menos em sonho..rs.)…. E, sim Alsácia!!! rs rs rs Acordei surpresa… Se, em sonho, eu tivesse dito “Vou-me embora para Paris”… seria totalmente compreensível…rs.. mas, Alsácia!!!! :)

 

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Alsácia fica na França, mas é uma região de fronteira alemã e suiça… logo, tem muito dessas duas culturas por lá também. Fica entre o Rio Reno e as montanhas dos Vogos, e tem uma das mais belas paisagens vinículas da França. Quase um cenário de conto de fadas, com arquitetura medieval. A cultura do vinho é uma realidade local, desde o século XVI, quando a Alsácia exportava seus vinhos para o Norte da Europa, e o urbanismo e a arquitetura da maioria das aldeias datam dessa época.

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Sei que é meio “estranho” (para não dizer louco..rs..) sonhar com Manuel Bandeira, e ainda ter a ousadia de mudar o poema do poeta!!! rs… então, para não cometer mais tamanha ousadia, segue a versão original do Poema (sem minhas alterações..rs..).

beijos a todos! bom feriado! :)

…Que vou-me embora para Alsácia!!!

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Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira”.

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Eu odeio o imposto de renda. E odeio também preenchimento de papéis. E a falta de tempo. E véspera de feriado (quando se vai trabalhar no feriado), e minha falta de organização com essa questões “burocráticas”.

Um dia é passarinho, outro dia é leão…

quem dorme desse jeito?

  :)

Definitivamente gostaria de comentar mais aqui sobre os livros que leio. Mas, infelizmente, não me sobra muito tempo. Nem sei como tenho conseguido manter a rotina da leitura (sim, eu sei, não durmo) e escrita no blog… Mas, honestamente, essa é uma válvula de escape - para não enlouquecer (mais). Tenho profundo prazer em ler - ainda que muitas vezes coisas sérias, “pesadas”, clássicos… E, tenho igual prazer em escrever aqui, no Incompletudes, coisas não tão sérias assim (como fui gentil com o bloguito né..rs.). É o meu parque de diversões.

No mês passado, falei do livro “A Elegância do Ouriço”, já que dos livros que li em março foi o que mais me surpreendeu. Aliás, quem leu o livro gostou? (e, eu sei que tem gente que leu por minha indicação, não é senhor G. e Sr. Redneck!!!). Este mês vou comentar dois dos que li, um porque acho que pode ser uma boa indicação. E, o outro porque simplesmente me intriga.

 

Em abril li os seguintes livros:

  • Ensaios de Amor, Alain de Botton
  • Madame Bovary, Gustave Flaubert
  • Cartas a um Jovem Poeta, Rilke
  • O Mago, Vladimir Nabokov
  • A Queda, Albert Camus

 

Os três últimos (de Camus, Nabokov e Rilke) gostei bastante. Achei uma boa leitura, especialmente porque não tinha gostado muito do Camus, no mês passado, em “O Estrangeiro” (narrativa seca demais). Desta vez, me surpreendeu positivamente. O do Rilke, nossa, é uma lição. São cartas (que adoro) e foi uma das poucas vezes que não fiz anotações no meu “caderno”, já que teria que copiar o livro todo. E “O Mago”, de Nabokov - o primeiro “impulso” do livro “Lolita”, do mesmo autor - é genial (na narrativa), mas prevísivel (na história). Mas, não são estes três que gostaria de comentar, e sim dos dois primeiros.

E, neste momento, gostaria de falar de Madame Bovary. É a terceira vez que leio o livro. A primeira fui obrigada a ler no colégio e tinha por volta de 15 anos. A segunda vez foi no ano passado, que fiz uma leitura para “relembrar”, já que comprei a edição “comemorativa” dos 150 anos da publicação do livro que conta, inclusive, com o processo que o autor sofreu do Governo Francês e sua defesa, na época. Agora fiz uma leitura mais cuidadosa, vamos dizer assim, com minhas “famosas” anotações (famosas para mim, que fique claro..rs).

Bom, você acha que ler três vezes o mesmo livro é muito? Concordo em gênero, número e grau. E, só faço isso quando realmente acho que preciso, afinal, tem tanto livro para ler que nunca vou conseguir… Então, ler a mesma obra três vezes, significa, provavelmente, que vou deixar de ler menos dois livros (outros) na vida. É, isso realmente é triste. Mas, a Sra. Emma Bovary me intriga.

Duas das pessoas que mais respeito na vida (e olha que respeito só umas cinco…rs..), têm opiniões completamente divergentes sobre o livro. E, no ano passado, assisti a um “duelo de idéias” e na hora não soube me posicionar porque fazia muito tempo que tinha lido o livro. Pois bem, li novamente…

As opiniões divergentes sobre a obra (existem várias, é claro, mas, as das pessoas que gosto) consistem basicamente em uma coisa: Madame Bovary é um livro datado? ultrapassado?

O romance conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao indissolúvel casamento ao qual a protagonista se sente presa. A partir daí, a história se desenrola com traições e algumas tragédias.

Até aí uma história comum para nossos tempos certo? Não há 150 anos quando foi lançado, já que as idéias de Flaubert causaram um verdadeiro escândalo. Será que a história é realmente comum e ultrapassada para nossos tempos? Ou, continuam mais atual do que nunca? Veja, além da questão do adultério, da “falência” do “modelo conhecido” de casamento, das relações fantasiosas, ele também faz uma severa crítica ao clero e especialmente à burguesia. E quem são os “pequenos-burgueses” do mundo atual? Não somos todos nós da chamada classe média, com nossos telefones celulares de última geração e nossa mania de aparência?

A questão do adultério é somente o “pano de fundo”. Mas, o que leva a esse universo de fantasias e falta de contentamento com o seu mundo, da sra Bovary? O que ela busca? Emma, como disse a professora Fúlvia Moretto na introdução desta edição comemorativa, nunca verá o mundo da realidade, vê-lo-á sempre através de ilusões e de fantasias. Emma viverá num mundo irreal onde somente conta sua própria visão das coisas, baseada na qual tomará as decisões que a levarão aos devaneios e aos desenganos. Colocar-se-á sempre “acima” ou “ao lado” do lugar que ocupa na sociedade, o que a levará a viver outra vida, feita de mentiras e arrebatamentos. Emma considera-se superior ao seu destino (como escreveu Claudine Gothot-Mersch), e é possuída por um imenso apetite por algo de inacessivel.

 

   

Será que não somos todos um pouco Emma Bovary?

Será que quando “ignoramos” o mendigo, não insistimos em não ver o mundo da realidade?

Será que não gostamos de viver num mundo de ilusões e fantasias, que tantas vezes a TV e os meios de consumo não nos jogam?

Será que não gostamos de viver nesse mundo irreal que inventamos todos os dias para nós?

Será que não optamos sempre por ter nossa própria visão das coisas, ignorando outras?

Será que não vivemos tantas vezes num mundo de mentiras desejando coisas inacessíveis?

Será que não nos consideramos superior ao nosso próprio destino?

 

Gustave Flaubert, o autor foi levado aos tribunais, por conta do livro, onde utilizou a famosa frase “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu).

 

Então, pergunto: será que não somos todos um pouco Emma Bovary deste mundo moderno?

Da minha parte, só tenho a dizer:

Emma Bovary c’est moi!!! Emma Bovary c’est moi…

 

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beijos a todos! e um bom dia! :)

amanhã falaremos de amor (do outro livro)…

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Malditos Passarinhos. Ninguém merece ser acordada todos os dias pela natureza cantarolando em sua janela. Ahhh, mas quanta bobagem… Você deveria ficar feliz… quem tem a oportunidade de acordar com passarinhos em plena selva de pedras que é São Paulo? Por que eu deveria ficar feliz por acordar as cinco da manhã (quando se dormiu apenas 4 horas) com passarinhos? Só por que eles são bonitinhos? Eles deveriam cantar é no interior, onde tem muito verde, muita árvore… e, não aqui!!! São cinco da manhã! Eu queria dormir até as 6, com sorte e um pouco de preguiça 6h30!!! Essa semana será de matar e esses passarinhos continuam cantando. Malditos Passarinhos! Queria matar todos os passarinhos… Não, não… que exagero, nada de matar passarinhos… Eu só preciso me acalmar. Os passarinhos são dádivas de Deus… Deus? que Deus? Ah é, tenho que tentar ter fé… Só assim para poder aguentar essa semana e todos os problemas que virão com ela. Eu podia fugir… fugir seria uma boa… ou rezar… será que se eu rezar as coisas sairão de forma perfeita e eu conseguirei finalmente fechar todos os projetos que estão pendentes? Hummm, pode ser…. vamos lá, como é que mesmo a reza?…. ahhhh é…. “Pai nosso, que estais no céu… santificado seu o vosso nome….venha nós….”….. como é que é o resto mesmo? Ahhh que ridícula! Está rezando e nem acredita direito em Deus! Você acha que se Deus existir, ele escutaria alguém que nem se lembra de como se reza? Isso é sinal de desespero… Não ria!!! Você nem acordou e já está rindo da própria miséria??? Tudo culpa dos passarinhos! Se eles não tivessem cantado eu ainda estaria no sono alfa alguma coisa… e, certamente não estaria pensando essas bobagens… Viver poderia ser mais fácil não é? Hummm, falando no mundo dos animais, e nesses malditos passarinhos, me lembrei daquela frase de Camus.. como é que era mesmo? ahhh, sim… “quando pensamos muito sobre o homem, por trabalho e vocação, às vezes, sentimos nostalgia dos primatas...”. Hummmm, estou com inveja desses passarinhos… Tão despertos! Tão Felizes! Tão “Cantantes”… E, você, sua cretina, resistindo a acordar, a viver e a cantar… Acorde! Vamos! Levante essa bunda porpeta da cama! Acorde!!! Não adianta achar que haverá uma escada para o paraíso… Ela não existe…!!!! Pare de querer acreditar em mágicas… A vida é assim mesmo… bem Nelson Rodrigues… Não há escadas que evitem a queda… Ahhh, mas, olha que bonitinho esses passarinhos… eles cantam tão bonitinhos… não, nada de matar passarinhos… ohhhh, ele está perto da sua janela…. que lindo…. é amarelinho… olha…. se Deus existe ele tem a cara de um passarinho amarelinho… ahhh, que fofinho…. Passarinhos são lindos… adoro passarinhos…

 

e achei minha escada mágica para o paraíso… Que o Deus dos Passarinhos me faça resistir essa semana.. :)

 

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que eu preciso de uma escada para o paraíso! alguém tem uma aí?)

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Stairway To Heaven - Led Zeppelin

 

 

And it’s whispered that soon, if we all called the tune
Then the piper will lead us to reason
And a new day will dawn for those who stand long
And the forest will echo with laughter

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Como se vestir para irritar o namorado que fez piadinha machista 

 

  • Passo 1: Coloque um vestido que pareça inocente, nada com muito decote…